Estudo da Participação da Neurotransmissão Colinérgica no Hipocampo Dorsal na Modulação de Respostas Cardiovasculares e Respiratórias do Quimiorreflexo

Nome: Eduardo Akira Fujiwara
Tipo: Dissertação de mestrado acadêmico
Data de publicação: 14/10/2016
Orientador:

Nomeordem decrescente Papel
Leonardo Resstel Barbosa Moraes Orientador

Banca:

Nomeordem decrescente Papel
Karla Nivea Sampaio Examinador Externo
Leonardo Resstel Barbosa Moraes Orientador
Luiz Carlos Schenberg Suplente Interno
Rita de Cássia Ribeiro Gonçalves Suplente Externo
Tadeu Uggere de Andrade Examinador Externo
Vanessa Beijamini Harres Examinador Interno

Resumo: O quimiorreflexo é um importante mecanismo neural envolvido nos controles cardiovascular e respiratório sob situações hipóxicas ou hipercapnéicas. Em animais experimentais, a ativação deste reflexo promove não só alterações cardiorrespiratórias, mas também comportamentais. Estudos prévios de nosso grupo de pesquisa têm demonstrado que o hipocampo dorsal é capaz de modular respostas cardiovasculares frente a estímulos aversivos, como o medo condicionado ao contexto e o estresse de restrição. Relata-se na literatura que a modulação da neurotransmissão colinérgica no HD produz alterações marcantes na pressão arterial média (PAM) e na frequência cardíaca (FC) (Hori et al. 1995). Entretanto, o papel da neurotransmissão colinérgica no HD na participação de respostas cardiorrespiratórias provocadas pela ativação do quimiorreflexo permanecia inexplorada. O objetivo do presente estudo foi avaliar o envolvimento da neurotransmissão colinérgica no HD na modulação de respostas cardiovasculares e respiratórias provocadas pela ativação de quimiorreceptores periféricos. Ratos Wistar (280-340g) foram anestesiados com tribromoetanol (250mg/kg) e cânulas-guia foram implantadas bilateralmente no HD utilizando aparelho estereotáxico. Três dias após a cirurgia estereotáxica, e sob anestesia com tribromoetanol, foi realizada a cirurgia de canulação da artéria e veia femorais para permitir o registro de pressão arterial pulsátil (PAP) e a injeção de KCN, respectivamente. Foi empregado o método de pletismografia de corpo inteiro para obtenção de frequência respiratória (fR), ventilação minuto (VE) e volume corrente (VT). O quimiorreflexo foi ativado utilizando-se KCN (40 µg/0.05 mL, iv) e PAM, FC, fR, VT e VE foram avaliados antes, 10 e 60 minutos após a microinjeção bilateral de drogas anticolinérgicas no HD. As drogas testadas foram: hemicolínio (1 nmol/500nL), inibidor da recaptação da colina; atropina (0,6; 6; 18 e 30nmol/500nL), antagonista não-seletivo de receptores muscarínicos, J104129 Fumarate (6 nmol/500nL, antagonista de receptores muscarínicos M1/M3 ; pirenzepina (6 nmol/500nL), antagonista seletivo de receptor muscarínico M1. Os dados foram analisados utilizando-se ANOVA de duas vias para medidas repetidas, seguido do pós-teste de Bonferroni (P<0.05). Microinjeções bilaterais das drogas moduladoras da neurotransmissão colinérgica no HD não modificaram os níveis cardiorrespiratórios basais, nem as respostas cardiorrespiratórias induzidas pela ativação dos quimiorreceptores periféricos com KCN (P > 0.05). Os dados mostram que a neurotransmissão colinérgica presente no HD não parece estar envolvida no controle cardiorrespiratório basal, nem no processamento das respostas cardiorrespiratórias induzidas pela ativação de quimiorreceptores periféricos.

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