Papel da osteocalcina e do silenciamento de apoe como marcadores de risco de agravamento de doenças metabólicas associadas à menopausa em modelo de estudo em murinos

Nome: Higor Scardini Santana
Tipo: Dissertação de mestrado acadêmico
Data de publicação: 23/06/2020
Orientador:

Nomeordem decrescente Papel
Leticia Batista Azevedo Rangel Orientador

Banca:

Nomeordem decrescente Papel
Alexandre Martins Costa Santos Examinador Interno
Leticia Batista Azevedo Rangel Orientador
Paulo Cilas Morais Lyra Junior Examinador Externo

Resumo: A menopausa se caracteriza pela diminuição da atividade dos ovários, que ocorre de forma progressiva e, por consequente, acarreta a redução da produção dos hormônios sexuais femininos. O estrogênio (E2) influencia os mais diversos fenômenos no organismo e, portanto, sua ausência causa desequilíbrio em diversos sistemas, entre eles, os sistemas vascular e ósseo. No tecido ósseo, o estrogênio é responsável por manter o remodelamento (em inglês turnover) ósseo, controlando a atividade osteoblástica e osteoclástica através da via das proteínas RANK, RANK-Ligante e osteoprotegerina. O desequilíbrio da via afeta a maturação e apoptose dos osteoblastos, comprometendo a expressão de proteínas de matriz óssea, como a osteocalcina {}. A Osteocalcina (OCC) é uma proteína de 12 kDa parte da família gama carboxilada (GLA) em resíduos de ácido glutâmico e responsável pela nucleação de cálcio (Ca2+) na matriz orgânica. A presença de OCC no soro, em concentrações altas quando comparadas aquelas do osso, pode ser, muitas vezes, indicadora de perda mineral óssea e osteoporose. O presente trabalho objetiva elucidar melhor o efeito pós-menopausa no metabolismo ósseo e suas complicações adjacentes, avaliando concentrações séricas e possíveis danos ao tecido ósseo, cardiovascular e renal. Utilizando-se animais ovariectmizados (OVX) para mimetizar a depleção hormonal e animais transgênicos ApoEKO para mimetizar os efeitos do alelo E4 da ApoE, realizamos as mais diversas técnicas de dosagens bioquímicas em busca de alterações dos perfis. É sabido que a isoforma  da ApoE, de baixa afinidade ao receptor de LDL, está associada ao risco maior de osteoporose e fraturas ósseas em idosos. Logo os animais submetidos à ovariectomia e eventual depleção desses hormônios acabaram desenvolvendo quadros miméticos à osteoporose, dislipidemia, aterosclerose, arteriosclerose e doenças renais, corroborando em alguns dados com o que literatura sugere. A inovação proposta por esse trabalho foi verificar como a mutação da apolipoproteína E poderia agravar o quadro das doenças supracitadas, além de apontar a osteocalcina como fator de risco de calcificação cardiovascular em quadros ateroscleróticos pré-existentes.

Palavras chave: Estrogênio. Ovariectomia. ApoE. Osteocalcina. Menopausa.

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